Segunda-feira, Janeiro 23, 2012

Do Rui Costa poeta

BAR DO ACASO

Escrevo, decerto, por qualquer
razão inútil que não vais nunca entender.
Surgem as frases, vês, desconhecidos
que no bar do acaso encontro e são
as tuas mãos a escrever por mim.

Minto-lhes, digo que só te amo
a ti, eles riem e pedem-me pra ficar,
que sim, que a noite ainda é uma pequena
musa no breve altar venal do coração.
Fico. Dou à boca o jeito do cigarro

e é em fumo que transformo o corredor
de imagens, metáforas, pequenos desvios de
ritmo mais pobre ou queda sempre a pique
em sentido nenhum. Às vezes, sabes, é mais
difícil descobrir que o amor, como o cigarro,
quando se acende é que começa
a iluminar o fim.
- Rui Costa


Porque os poetas não morrem. Um beijo para ti,Rui.

Segunda-feira, Dezembro 26, 2011

desencontro s. m. acto ou efeito de desencontrar

Olhos Nos Olhos


Quando você me deixou, meu bem,
Me disse pra ser feliz e passar bem.
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci,
Mas depois, como era de costume, obedeci.

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando,
Me pego cantando, sem mais, nem por quê.
Tantas águas rolaram,
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você.

Quando talvez precisar de mim,
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você diz.
Quero ver como suporta me ver tão feliz.

-Chico Buarque

Sexta-feira, Dezembro 16, 2011

Na Circunbalação

Então afinal o Sócrates não tem culpa nenhuma??

Sexta-feira, Dezembro 02, 2011

(O intemporal) Elogio ao Amor

“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”

Miguel Esteves Cardoso in Expresso

Segunda-feira, Novembro 21, 2011

Recado à F.C.P. para os F.C.P'es

Debíeis ter ficado na Constituição/
Sempre estabeis num campo à vossa dimensão.


(Sabem quantos anos eu esperei poder dizer esta piada?)

Sábado, Novembro 19, 2011

Mudam-se os tempos, muda o lugar do Emplastro...

Fiquei maravilhada quando vi o Emplastro à roda do advogado do Duarte Lima. Foi um dos primeiros a perceber que o foco de atenção deste país deixou de estar á porta dos estádios e passou para a porta dos Tribunais. E isso é porreiro pá. É só inicio, mas é porreiro pá.

Quarta-feira, Novembro 09, 2011

Sábado, Novembro 05, 2011

Do Zé Poeta


Entre amigos e confissões chamava-lhe "O Poeta", não só por culpa dos sonetos que ele trazia nos olhos,mas porque o Amor deles era como o poema do Herberto Helder que um dia ele lhe tinha lido.

Sobre o Poema


Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo.
Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
— a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

— Embaixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.

— E o poema faz-se contra o tempo e a carne.

-Herberto Helder

Segunda-feira, Outubro 31, 2011

O dia em que tive inveja das gentes da Casa dos Segredos

‎...e por 4 minutos e 26 segundos deixei de sentir pena daquelas muheres e uma brisa de inveja entrou-me pela sala dentro. (Antes fosse o Joao M., né?)

Sábado, Outubro 29, 2011

Trago ainda. Sempre.

Poema Perdido

Porque eu trazia rios de frescura
E claros horizontes de pureza
Mas tudo se perdeu ante a secura
De combater em vão

E as arestas finas e vivas do meu reino
São o claro brilhar da solidão.

-Sophia

Terça-feira, Outubro 18, 2011

Olhó primeiro Post de Moda

Eu sou isto, sou muitas, todas e mais algumas, e umas destas também.

Súbita canção

no obscuro desejo,

no incerto silêncio,
nos vagares repetidos,
na súbita canção

que nasce como a sombra
do dia agonizante,
quando empalidece
o exterior das coisas,

e quando não se sabe
se por dentro adormecem
ou vacilam, e quando
se prefere não chegar

a sabê-lo, a não ser,
pressentindo-as, ainda
um momento, na aresta
indizível do lusco-fusco.

-Vasco Graça Moura

Quarta-feira, Outubro 12, 2011

'Diz que querem matar a sua Betty

E tu não queres, Zézito?

Sexta-feira, Outubro 07, 2011

Aos Quase-Amantes

Um brinde, porque pelo menos quase que nos partem a alma.Quase, mas vão-se embora antes disso.

Almost Lover

Your fingertips across my skin
The palm trees swaying in the wind
Images

You sang me Spanish lullabies
The sweetest sadness in your eyes
Clever trick

I never wanna see you unhappy
I thought you'd want the same for me

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
Should I known you'd bring me heartache?
Almost lovers always do

We walked along a crowded street
You took my hand and danced with me
Images

And when you left you kissed my lips
You told me you'd never ever forget these images, no

I never wanna see you unhappy
I thought you'd want the same for me

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
Should I known you'd bring me heartache?
Almost lovers always do

I cannot go to the ocean
I cannot drive the streets at night
I cannot wake up in the morning
Without you on my mind
So you're gone and I'm haunted
And I bet you're just fine
Did I make it that easy for you
To walk right in and out of my life?

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
Should I known you'd bring me heartache?
Almost lovers always do

Segunda-feira, Outubro 03, 2011

Breve sede

O sal da língua


Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?

Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar,
para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.

-Eugenio de Andrade

Quarta-feira, Setembro 28, 2011

John and Elvis are dead

Close friend of mine as a child fell into a slumber
No sign of life since '75
Then one day he just, what do you know
I guess God just called his number

He called me up  and said
"I've been awake about a week
I'm thinking about asking the doctor
If he could put me back to sleep"
Then he laughed and said
"Hey all the girls they look the same"
Don't they know just what their mothers
Paid in blood, and tears to change


But the words that made me cry
The thing he softly said
It stayed with me, it keeps messing with my head
He said, "If Jesus Christ is alive and well
Then how come John and Elvis are dead?"

Youth, beautiful youth
We walked through the walls until we found the truth
And said "Change it, it's ugly just change it"
Everyone we used to know
Must have given up, so long ago
You can see it, it's written on their faces
And the inside of their clothes

But the words that made me cry
'Cos I knew just what they meant
He turned to me and said
"Hey boy, if Jesus Christ is alive and well
Then how come John and Elvis are dead?"

"Tell me if Jesus Christ is alive and well
Then how come Marvin and Elvis are dead?"

I said "If Jesus Christ is going to save us from ourselves
How come peace, love and Elvis are dead?"


Digna de uma dissertação, esta "John and Elvis are dead"está incluída no meu  livro de poemas. Os poemas da minha vida. Porque sim, porque sim a tudo o que diz e nos diz. E porque me faz chorar sempre que a oiço.

Quinta-feira, Setembro 22, 2011

OUTONO O TANAS

Por mim começava já o Verão outra vez amanhâ. Sou uma pessoa doente, eu sei, sem tino nem limites, e tenho o vício feio de esgotar coisas, pessoas e relações. Shame on me.

Domingo, Setembro 18, 2011

Out on a limb



E quando, disse-lhe ele uma vez, achamos que somos o Universo de alguém e depois descobrimos que não passamos de uma estrela cadente, uma merda dum planeta anão?

Quinta-feira, Setembro 08, 2011

...e Deus me livre dessa

"De todas as aberrações sexuais, a mais singular talvez seja a castidade"

-Rémy de Gourmont

Terça-feira, Agosto 30, 2011

Desistir das pessoas-outra vez


Descobri em mim esta habilidade de desistir de certas pessoas como quem descobre uma amigdala encarnada, que só traz infecções e púz, como qualquer amigdala encarnada que se preze - ou pelo menos, como a minha. Pois se há pessoas que desistem das amigdalas, porque raio não hei-de eu desistir das pessoas?


Descobri esta habilidade (não lhe consigo dar outro nome, apesar de ter pensado em "cobardia", em "maldade", em "upgrade", mas nenhum deles lhe ficava tão bem) bom, descobria-a há relativamente pouco tempo, porque, quero gabar-me, não é realmente fácil aprender a desistir das pessoas. Pensar em desistir das pessoas. Ser capaz de desistir das pessoas. E desistir mesmo delas.

Eu graças a Deus atingi este estágio. Já desisti de pessoas no emprego, já desisti de pessoas que considerava amigas, já desisti de pessoas que amava.
No lugar delas ficaram faquinhas a rodar, tipo cata-vento. Há umas que já rodam menos que outras, portanto acho que eventualmente um dia todas deixarão de rodar.

Uma dessas pessoas, que agora tem no seu lugar uma faquinha-rodadeira-cata-vento, um dia falou-me desta música,que tem no refrão o pedido "please keep fighting". Pois eu, que sou uma moça de coração de manteiga, comovi-me, achei bonito e lá lhe fiz a vontade.

Foram precisas mais algumas cargas de porrada valentes, desilusões tipo amigdalites agudas, para perceber que não se luta por ninguém. Que quem está, está. Quem quer, quer.Quem ama, ama. As relações e as pessoas são todas diferentes, mas os corações pesam o mesmo. Têm sincopes. Partem-se. Ás vezes deixam de bater. Outras têm faquinhas espetadas a rodar, como o meu.
Pois hoje o malandro acordou cheio de vento, e dei por mim a perguntar-me: Quantas pessoas já terão desistido de mim? E porque raio ainda não tirei as amigdalas?

Segunda-feira, Agosto 29, 2011

"Diferências"

Protect the skin you're in, By Marisa Miller



Apanha Sol na tromba que ficas linda, by LM

Filha: -Puseram-me uma carga de mau-olhado, só pode.
Mãe: -Eu apontava mais para a estupidez pura de pores o focinho ao sol dias inteiros.

Quarta-feira, Agosto 24, 2011

George e o Love is Losing Game da Amy

Anteontem em Praga. E mais nem consigo dizer.






Terça-feira, Agosto 23, 2011

Sexta-feira, Agosto 19, 2011

Tempo de morrer à sede

(...)
Mas o tempo passou,

Há calmaria...

Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada...'

-Miguel Torga

It's time, disse ele

O Tempo é quando um homem quiser; Tempo com Tempo se paga;Não há Tempo como o primeiro;Mãos frias, coração quente, Tempo para sempre...
 -repetiu ela, depois de se lembrar dum poema do Torga que ele lhe tinha cantado e de apagar a  resposta escrita por sms, a de sempre, "Vem, vem, vem...".

Quarta-feira, Agosto 17, 2011

Assim

Assim é o amor: mortal e navegável.
- Eugénio de Andrade

Terça-feira, Agosto 16, 2011

Tudo o que sonhares, todos os lugares



...porque mesmo desejando-lhe a solidão eterna, os cinemas sem ninguém,  as noites e os braços vazios, cantava para que ele estivesse sempre protegido. Queria-lhe bem. Apesar de tudo, das mentiras, do fim, do mal, o bem.


Menino do Rio

Calor que provoca arrepio
Dragão tatuado no braço
Calção corpo aberto no espaço
Coração, de eterno flerte
Adoro ver-te...

Menino vadio
Tensão flutuante do Rio
Eu canto prá Deus
Proteger-te...

O Hawaí, seja aqui
Tudo o que sonhares
Todos os lugares
As ondas dos mares
Pois quando eu te vejo
Eu desejo o teu desejo...

Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Toma esta canção
Como um beijo...

Menino do Rio
Calor que provoca arrepio
Dragão tatuado no braço
Calção corpo aberto no espaço
Coração, de eterno flerte
Adoro ver-te...

Menino vadio
Tensão flutuante do Rio
Eu canto prá Deus
Proteger-te...

O Hawaí, seja aqui
Tudo o que sonhares
Todos os lugares
As ondas dos mares
Pois quando eu te vejo
Eu desejo o teu desejo...

- Caetano Veloso



Segunda-feira, Agosto 08, 2011

Mitos como o "I'd rather hurt than feel nothing at all"...



...e a cada copo, mais um milhão de demónios que se multiplicavam e lhe gritavam o nome dele, a mordê-la na cara, até ela gritar uma porrada de vezes EU QUERO SABER  QUEM FOI O FILHO DA PUTA QUE ESPALHOU A MENTIRA DO "BEBER PARA ESQUECER"!!

Need You Now


Picture perfect memories,
Scattered all around the floor.
Reaching for the phone 'cause
I can't fight it anymore.
And I wonder if I ever cross your mind
For me it happens all the time.

It's a quarter after one,
I'm all alone and I need you now.
Said I wouldn't call
but I lost all control and I need you now.
And I don't know how I can do without,
I just need you now.

Another shot of whisky,
can't stop looking at the door.
Wishing you'd come sweeping
in the way you did before.
And I wonder if I ever cross your mind.

For me it happens all the time.
It's a quarter after one,
I'm a little drunk,
And I need you now.
Said I wouldn't call
but I lost all control and I need you now.
And I don't know how I can do without,
I just need you now.

Yes, I'd rather hurt than feel nothing at all.
It's a quarter after one,
I'm all alone and I need you now.
And I said I wouldn't call
but I'm a little drunk and I need you now.
And I don't know how I can do without,
I just need you now,
I just need you now.
Oh, baby I need you now.
-Lady Antebellum

Sexta-feira, Agosto 05, 2011

Torpe e baixa

ANSIA


Igual que por las aguas más profundas
navega, siempre ciego, un pez luciente,
así vá navegando nuestra alma
por el mar absoluto de la muerte.
...Queremos habitar la brisa pura
De la luz inmortal, que arriba crece,
donde están dulcemente reposando
las almas de los cuerpos que se mueren.
Pero, torpes y bajos, nos ahogamos
em la nada fatal que nos sostiene,
y oscuros sollozamos, comprendiendo
que Dios es solo el ansia de querele.

-Aguilar, Madrid 1970

Domingo, Julho 31, 2011

Inconveniente era o teu "middle name"

o cavalo de espelhos


não sei que pecado
pudesse guardar
nunca foi para mim
o cavalo de espelhos
a frescura de um orvalho
depois da noite.

Apenas o amor mais inconveniente
me pareceu o único sentido.

-Graça Magalhães